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13 de Junho de 2022

Casas de Poker se multiplicam às vésperas da chegada dos Cassinos ao Brasil.

Reconhecido como esporte da mente, a modalidade caiu no gosto dos brasileiros nos últimos anos. Contando com quase oito milhões de jogadores no país, dos quais 80 mil frequentam ambientes de apostas. 


"Esquece essa história de que o Brasil é o país do futebol. O Brasil hoje é o país do pôquer”.
A frase que foi dita por Alex Brito, campeão mundial da modalidade e conhecido como o “Money Maker brasileiro”, pode não encontrar fundamento na realidade. Mas ao se referir ao esporte, ele reflete com perfeição a paixão e o entusiasmo dos praticantes do chamado esporte mental. 


Ao perguntar a algum jogador da modalidade, o que descreve o Poker, não se assuste se escutarem deles “viciante”, entre todos esse é o adjetivo que mais se ouve. E embora falte muito chão para o poker se tornar paixão nacional como o tão falado futebol, a cada dia, o número de interessados pelo jogo de cartas e fichas aumenta mais. É um mercado que hoje em dia, movimenta bilhões. “Houve um boom nos últimos três anos”, observa Alex Brito.
Essa multiplicação de jogadores e casas para a prática da modalidade no Brasil vem acontecendo num ambiente político que propicia a discussão sobre a liberação dos cassinos no país.


A estimativa é de que oito milhões de pessoas joguem pôquer no Brasil, principalmente online. Desse total, cerca de 80 mil pessoas também frequentam espaços físicos dedicados às partidas. O reconhecimento do pôquer como esporte foi fundamental para a popularização da atividade no Brasil.


Nesses últimos dez anos, foram realizados vários torneios do esporte por aqui, e há vários jogadores brasileiros que alcançaram a elite mundial, exemplos deles: Felipe Mojave, Rafael Moraes, João Simão, André Akkarie e Josias Santos. Além desses, alguns outros também se destacam nesse meio, como o jogador de futebol Neymar, do Paris Saint_Germain, e até mesmo o ex-presidente da república, Fernando Henrique Cardoso, os quais ajudaram a trazer notoriedade para o esporte no país. 


Neymar, se destaca e é visto muitas vezes jogando poker durante seu tempo livre, dá dicas sobre estratégias e desde 2021 é embaixador cultural de um site que promove a atividade. 
Em se tratando de casas de pôquer, há hoje opções para todos os gostos – e bolsos. O Maxx Poker, maior casa da América Latina, com 70 mesas, e maior espaço físico (4 mil m2), funciona em um prédio suntuoso na Avenida Sumaré, em São Paulo. Por dia, recebe cerca de mil pessoas. “Em eventos específicos, chegamos a receber 2 mil pessoas por dia”, conta o CEO da empresa ao IstoÉ, Rafael Silva.


O Maxx Poker paga no mínimo R$ 20 milhões em apostas por ano. Rafael é ex-jogador de futebol do Santos, ele descobriu nas cartas outra paixão além da bola e uma alternativa para tocar a vida depois que abandonou os gramados. Paixão por paixão, hoje trabalha com o poker.


O campeão Alex Brito elogia o espaço. “É uma casa grande, conceituada. Lá é estilo Las Vegas, com boa gastronomia e drinques”, diz. Mas ele confessa que se diverte de verdade é em espaços menores. “Não jogo só por dinheiro. Amo o pôquer. Jogo por gosto mesmo. E adoro o Pub Poker Blinders”, revela. “Lá é pôquer raiz, não se perde a essência. Sento para jogar às 9 da noite e levanto às 4 da madrugada do dia seguinte para ganhar R$ 600.”, finaliza o jogador ao IstoÉ.


A casa, localizada na Freguesia do Ó, conta com três mesas para o jogo, bar e um fumódromo — que de vez em quando é convertido em espaço para churrascos. O espaço recebe por dia cerca de até 30 pessoas.


Em uma região nobre de Santo André, o empresário Edson Barboza se prepara para inaugurar a DB Poker, “seremos a maior e melhor casa da região do ABC”, diz o Edson. “Teremos dez mesas disponíveis. Em tempo real, poderemos ter até 90 jogadores. O pessoal do ABC vai poder jogar pôquer perto de casa”, explica o empresário.


Barboza não joga, mas viu na atividade uma possibilidade de ter um bom retorno financeiro. Reuniu-se então com outros três sócios para concretizar a ideia. “A gente visitou algumas casas constatou que é um mundo gigantesco. Eu era empresário do ramo de telecomunicações até partir para o desenvolvimento do projeto, onde utilizo meus conhecimentos de gestão”, diz.


Em comum, os envolvidos com o universo do pôquer demonstram certo incômodo com o fato de que muita gente ainda confunde a atividade, que é legal, com os chamados jogos de azar, que são ilegais. E ressaltam que o esporte envolve estratégia e é mentalmente desafiador, assim como outros jogos como o xadrez, por exemplo.


“Não é jogo de azar. Jogo de azar é aquele em que você tem 50% de chance de ganhar ou perder. Pôquer é considerado um esporte da mente”, explica o campeão Brito. “Nele, o sucesso depende 70% de técnica, estudo. Só 30% dependem da sorte”. O fato é que brasileiro adora jogo, seja de futebol, truco, dominó ou pôquer.


Entendemos que o poker não é só um jogo de cartas, vai muito além disso, uma atividade para a mente, um jogo de estratégia. Quem ai não deseja saber um pouco mais? 

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Redação e Edição 

Equipe Aja Publicidade

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